sábado, setembro 01, 2012

Ouvi o novo dos The XX

Tenho andado mesmo muito preguiçoso nos últimos dias, ou seja, sempre que chego a casa não sinto qualquer vontade de actualizar nenhum dos meus blogues, mas é bom me lembrar que escrever pode servir como um bom exercício de auto-analise (mesmo que seja mal feita).
Ao longo desta semana tenho escutado discos novos, graças a um dos meus amigos que me ofereceu um dos melhores presentes que recebi no meu aniversário, um novo leitor de mp3. Um dos primeiros discos que comecei a ouvir foi o Coexist dos The XX. Tenho reparado que os meus amigos não têm reagido a este disco de uma forma muito positiva, dizendo até estar desiludidos com este apesar de ser um disco bom. A minha opinião sobre este segundo álbum é baseada na minha experiência com o disco de estreia. Tenho de começar por admitir que demorei muito tempo para conseguir gostar das canções desta banda, foi um processo mesmo muito lento, começar a gostar de cada canção, uma de cada vez, no seu devido tempo. Hoje o homónimo é um dos discos de que mais gosto, mas tive que deixar que esse disco ganhasse o seu próprio espaço e com o tempo aconteceu. Creio que com este disco a experiência não será muito diferente, é uma questão de tempo até o interiorizar-mos na sua integra. Acho que este novo registo trás algumas coisas novas apesar de manter a mesma sensibilidade e crueza que já nos é habitual. Antes do disco sair ouvi a Angels e não gostei à primeira audição (o contrario aconteceu quando ouvi a Chained, que neste momento é a minha favorita deste álbum), hoje o primeiro single extraído deste disco é uma canção que já parece habitar no meu pensamento e sinto necessidade de a ouvir diariamente. Com isto fico com a sensação que ainda é cedo para classificar de algum modo este disco, aliás, eu acho que nem se quer o devo fazer, vou apenas aprecia-lo devagarinho e deixar que lentamente possa ocupar o seu espaço.